Operadores turísticos marítimos do Douro criticaram o “mau serviço” da CP

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Os operadores turísticos marítimos do rio Douro criticaram o “mau serviço” da CP — Comboios de Portugal na Linha do Douro, que dizem estar a provocar “consequências negativas” às empresas e ao turismo na região.

Em comunicado as operadoras Barcadouro, Rota Ouro do Douro e Tomaz do Douro salientam que “Num dos fins de semana de maior tráfego turístico no Porto e nos 13 municípios da região do Alto Douro Vinhateiro, a CP — Comboios de Portugal, dá mostras, uma vez mais, das suas fragilidades operacionais, prejudicando seriamente a atividade económica regional e a mobilidade das populações”.

Segundo as empresas, “continua a haver ligações suprimidas em cima da hora, sobrelotação das carruagens, faltas de manutenção e avarias recorrentes do material circulante, falhas nos sistemas de ar condicionado, carruagens grafitadas (vidros incluídos) e o recurso reiterado a autocarros que fazem por via terrestre o percurso que milhares de turistas antecipadamente escolheram fazer por ferrovia”.

As operadoras acusam ainda a CP de, “para seu próprio prejuízo e com consequências negativas para o produto turístico Douro”, não estar a prestar “um serviço compatível com as necessidades da indústria turística, a mobilidade das populações e a sustentabilidade dos territórios”.

Questionam mesmo “se a empresa continua a ter condições para assegurar o serviço público de transporte ferroviário, missão que legalmente lhe está cometida há 156 anos”.

Para as três operadoras, há uma “oferta insuficiente e desajustada da procura”, tendo também “suspeitas de desvio de automotoras e carruagens” da Linha do Douro para outras, como alegam ter acontecido neste fim de semana, com os ‘comboios especiais’ entre Nine e Viana do Castelo”. Responsabilizam por isso a CP pelos prejuízos que dizem ter registado nas últimas semanas “com as desmarcações e pedidos de reembolso de agências de viagens, grupos de turistas estrangeiros e famílias inteiras, pela insuficiente resposta do serviço público ferroviário e inferior valor turístico das alternativas rodoviárias disponibilizadas”.

As empresas apelam ainda aos ministérios da Economia e do Planeamento e das Infraestruturas, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entre outras entidades, para que coloquem “a CP e o turismo no Douro no topo das respetivas agendas”.

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