Novas Políticas de Cidades

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As políticas públicas das cidades dos países desenvolvidos, nesta primeira fase do século, devem atender às mudanças demográficas e societárias, tecnológicas e geoeconómicas. Numa época marcada pela economia do conhecimento, as cidades e as regiões tornam-se competitivas se apostarem na atração de trabalhadores do conhecimento, que o criem e o apliquem no desenvolvimento de clusters de atividades, para que se traduza em crescimento económico e gere níveis de vida padronizados para os cidadãos.

Após um ciclo em que a aposta se centrou na criação de infraestruturas e na requalificação dos espaços urbanos, o futuro convoca as regiões e as cidades para novas apostas vocacionadas para o conhecimento e a atração de mão-de-obra qualificada. Neste contexto, a magnitude dos desafios societais e a centralidade atribuída ao conhecimento, no desenvolvimento do país e sobretudo de regiões desafiantes como a nossa, exigem a implantação de efetivas redes colaborativas, integrando os municípios, o sistema científico e o tecido empresarial.

Simultaneamente, as Universidades modernas têm vindo a assumir, progressivamente, um papel mais interventivo no desenvolvimento económico e social das regiões onde estão inseridas, num contexto da economia e sociedade baseadas no conhecimento. A formação, investigação e a divulgação, têm vindo a ser organizadas de forma a dar resposta aos novos desafios de uma economia cada vez mais globalizada. Este enquadramento tem gerado modos alternativos de intervenção e novas dinâmicas, em que se enquadram os Parques de Ciência e Tecnologia, as incubadoras e as empresas de base tecnológica.

No passado dia 20 de maio, foi inaugurado o Regia-Douro Park, após dez anos desde o início das primeiras reuniões preparatórias. Esta estrutura deve ser uma aposta de toda a região visando traçar novos caminhos de progresso económico, social e cultural, de todo um território, comumente designado de baixa densidade, e que nós preferimos apelidar de desafiante. Com efeito, estes territórios têm debilidades, mas possuem igualmente um enorme conjunto de potencialidades que é preciso aproveitar de modo inteligente e inovador.

Desde o período de preparação e de conceção do conteúdo de I&D da candidatura, a UTAD tem mostrado a maior abertura para apoiar este, tal como outros projetos estruturantes, visando o desenvolvimento e o progresso desta região e do país.

 

 

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