| Decorreu em Quintanilha, entre 23 e 25 de Julho, o I Encontro Transfronteiriço da Juventude Socialista (JS). Neste evento participaram cerca de uma centena de jovens, provenientes de ambos os lados da fronteira. Para além das Juventudes Socialistas de Zamora e… …Bragança, anfitriãs do evento, marcaram presença outras estruturas distritais e regionais de ambos os países. A representação dos órgãos nacionais ficou a cargo de Pedro Alves, secretário-geral da JS, e de Noemi Villagrasa, secretária do Emprego, Relações Internacionais e para a Iberoamérica da JS de Espanha. A Distrital de Vila Real esteve presente e participou activamente.
Enquanto orador no painel temático sobre o funcionamento das instituições políticas em Portugal e Espanha, Ivo Oliveira destacou o papel pioneiro da Confederação de Jovens Socialistas Transmontanos, estrutura criada procurando envolver regiões que partilham preocupações comuns, ganhando assim escala e capacidade reivindicativa, nomeadamente para o desafio urgente da regionalização.
“O distrito de Bragança e Vila Real, bem como as áreas limítrofes de Espanha, estão confrontados com desafios semelhantes no que respeita ao envelhecimento populacional, à desertificação e ao êxodo para os grandes centros urbanos”, afirmou. A organização político-administrativa espanhola, enquanto sistema de regiões, foi também um tema muito aprofundado pelos jovens presentes.
Pedro Alves, que realizou a primeira actividade oficial enquanto novo secretário-geral, reforçou o compromisso com a interioridade e relevou a necessidade de encontrar soluções de resposta a crise em Portugal, na Espanha e na Europa. Aproveitou também para comentar a proposta de revisão Constitucional do PSD afirmando que a mesma gera “dupla instabilidade” e representa um “duplo regresso ao passado”.
“Este calendário, logo na antecâmara de uma eleição presidencial com toda a azáfama eleitoral associada, não me parece ser o melhor, ainda para mais quando se pensa mexer nos próprios poderes do Presidente da República”, disse. O segundo motivo de “instabilidade” é o facto de “recuperar fórmulas que já está demonstrado que não funcionaram no passado, nomeadamente regressando à versão da Constituição anterior a 1982, responsabilizando o Governo perante o presidente da República”.
“É também uma proposta que representa, por isso mesmo, um duplo regresso ao passado: no que respeita aos poderes do Presidente da República, mas também o regresso a um passado ainda mais remoto que é o passado em que não havia Estado Social, em que a Educação e a Saúde não estavam garantidas para todos”, acrescentou. |