| De 27 de Março a 27 de Abril, está de regresso o Festival Internacional de Teatro “Vinte e Sete” com 30 espectáculos de 19 companhias e grupos, que vão passar por três palcos diferentes. O Teatro de Vila Real, o Teatro Municipal de Bragança e o Centro Cultural de Chaves... ...juntam-se pelo quinto ano consecutivo para dar espectáculo. No mesmo mês em que comemora o seu 5º aniversário, o Teatro de Vila Real acolhe também, pelo quinto ano consecutivo, o Festival Internacional de Teatro “Vinte e Sete”, juntamente com Chaves e Bragança. “Este festival foi desenhado para ser um evento abrangente com ofertas para todos os espectadores”, explicou o coordenador do Departamento de Produção e Programação do Teatro de Vila Real, Rui Araújo. Ao longo do mês será possível assistir a vários tipos de peças, dirigidas ao grande público, como “A Verdadeira Treta”, ou projectos mais singulares, como as produções do Teatro de Garagem, de Lisboa, ou das Visões Úteis, do Porto.
Estas duas companhias comemoram, aliás, os seus 20º e 10º aniversários, respectivamente, com residências artísticas nos teatros transmontanos, que resultam de duas co-produções. A directora do Teatro Municipal de Bragança, Helena Genésio, realçou o “desafio” de acolher estas companhias que “não fazem teatro de massas” e que escolheram estrear os seus espectáculos em palcos do interior do país. Para Rui Araújo, esta duas co-produções teatrais são a contribuição do “Vinte e Sete” para a criação nacional. Destaque para o Teatro da Garagem que vai apresentar uma produção com 30 actores em cena, 15 dos quais são jovens do Teatro de Estudantes de Bragança.
O presidente da Associação Chaves Viva, António Ramos, referiu que o novo Centro Cultural de Chaves, permitiu ampliar a cobertura através do seu auditório com 250 lugares. “A nossa meta é reforçar as audiências e fazer um trabalho de criação e fidelização de públicos”, adiantou. Os organizadores salientaram ainda a peça do Centro Dramático Galego, descrita como “um cabaret sobre o paraíso perdido”, e que vai estar no “Vinte e Sete”, fruto de uma parceria com a Junta da Galiza e a Direcção Regional de Cultura do Norte.
Outro dos destaques vai para a peça “Lolita Doll”, da companhia polaca Teatr Nikoli, que vai visitar os palcos de Chaves e Bragança. O público escolar não foi esquecido e a ele está destinado a peça “O que aconteceu na terra dos Procópios’”, baseado numa obra incluída no Plano Nacional de Leitura, da Filandorra - Teatro do Nordeste. Os alunos de Inglês poderão assistir à produção “Family Matters”, da English Theater Company.
A exemplo de outras iniciativas, o “Vinte e Sete” inclui uma programação complementar que inclui nove concertos de música, escolhidos pela sua “componente dramática”, como explicou Rui Araújo. Haverá ainda lugar para exposições, um workshop de representação e o lançamento de mais um volume da colecção Poesia Portuguesa Contemporânea, que vai assinalar o Dia Mundial do Livro, a 23 de Abril.
Em 2008, o “Vinte e Sete” recebeu mais de cinco mil espectadores nos três palcos transmontanos e as expectativas dos organizadores apontam para que esse número seja superior na edição deste ano, que tem um orçamento de cerca de 60 mil euros.
Sandra Borges |