| O Vinte e Sete - Festival Internacional de Teatro junta este ano vinte companhias e grupos, com origem em cinco países distintos. A decorrer de 27 de Março a 27 de Abril, passarão pelos palcos das quatro cidades organizadoras um total de 37 espectáculos. Trata-se de um festival com variadas abordagens artísticas, divididos entre a programação principal e a complementar, e que se quer “ecléctico para um público naturalmente heterogéneo”, referiu o coordenador do departamento de Produção e Programação do Teatro de Vila Real, Rui Araújo. Reunindo propostas esteticamente distintas, que dialogam com o público de formas diferenciadas, procurou-se construir uma programação onde todos os espectadores possam encontrar boas razões para ir ao teatro.
O programa integra companhias e actores conhecidos do grande público ao lado de pequenas companhias independentes, mas com provas dadas, fazendo, simultaneamente, uma incursão por diversas geografias consolidadas do panorama artístico nacional. Na vertente internacional, a programação principal inclui duas propostas de Espanha e uma do Brasil. A programação complementar apresenta diferentes projectos musicais, originários da Escócia, da Itália e de Portugal.
Durante esta quarta edição do Vinte e Sete ocorrerá a estreia nacional de “On The Road”, pelo Teatro da Garagem. Destaque para espectáculos como “A Ronda da Noite” e “Os Melhores Sketches dos Monty Python”, com elencos constituídos por actores mediáticos como António Capelo, Custódia Gallego, António Feio, Miguel Guilherme ou José Pedro Gomes. O Vinte e Sete faz ainda uma incursão por outras geografias consolidadas do panorama artístico nacional, integrando propostas da Casa da Comédia, do Trigo Limpo/Teatro ACERT, do Teatro Art’Imagem, do Teatro das Beiras, da Peripécia Teatro e da companhia Teatro da Garagem.
Na vertente internacional, a programação principal inclui duas propostas de Espanha, as companhias Encara Falem Salat e Fulano, Mengano e Citano. O Brasil faz-se representar no festival com a participação de Breno Moroni e Claudia Morioni. Estes dois actores apresentam “Os Corcundas”, uma brincadeira cénica a partir da pantomima medieval. A Companhia Paulo Ribeiro reforça o lado mais contemporâneo do Vinte e Sete com o seu “Masculine”, um espectáculo transdisciplinar que corre o risco deliberado de ser divertido.
A programação complementar procura acentuar a descontracção e o lado festivo durante este período dedicado ao teatro, integrando diferentes propostas musicais. É o caso do escocês Sandy Kilpatrick com os The Pilgrims of Light, dos italianos Anonima Nuvolari, que revisitam com espírito boémio os últimos 50 anos da canção italiana, dos Melech Mechaya, com “tradição judaica, aromas árabes e ritmos ciganos”, e dos FunFarra, pura diversão à moda das brass-bands americanas.
Integram ainda esta vertente complementar da programação a leitura encenada de “Mozart, O Menino Mágico”, uma dramatização do texto de José Jorge Letria pela Urze-Teatro, e um workshop de pantomima orientado pela companhia Peripécia. Durante a quarta edição do Vinte e Sete será lançado mais um volume da colecção Poesia Portuguesa Contemporânea do Teatro de Vila Real. Trata-se da obra “Velhos”, do poeta Jorge Gomes Miranda.
O Vinte e Sete tem um orçamento de cerca de 80 mil euros e é uma organização do Teatro de Vila Real, em parceria com o Teatro Municipal de Bragança, a Associação Chaves Viva, a Academia de Música de Espinho e a Urze-Teatro, com o apoio da Direcção Regional da Cultura do Norte. A abertura do festival decorre amanhã, Dia Mundial do Teatro, simultaneamente em Vila Real, com “Os Melhores Sketches dos Monty Python”, Bragança e Chaves. |