No passado fim-de-semana, a Associação de Modelismo de Vila Real, encerrou o seu calendário de radiomodelismo, com a realização da “Taça de Portugal”, prova que foi atribuída àquela associação no início da época.
Com a importância que o próprio nome indica, a “Taça de Portugal” deste ano teve ainda mais um pólo de interesse, tanto para os organizadores como para os participantes, pois pela primeira vez aconteceu em Portugal, esta prova ter a presença de pilotos estrangeiros, com a particularidade de um deles ser espanhol, o que até poderá considerar-se banal, face à proximidade da vizinha Galiza, mas na verdade este piloto veio de Alicante, mas outros seis pilotos deslocaram-se propositadamente da Venezuela, para marcarem presença no evento.
Com um total de vinte e oito participantes na prova, a Associação de Modelismo de Vila Real viu chegar os concorrentes estrangeiros logo na Sexta-Feira, acabando por abrir as instalações logo nesse dia, para uns primeiros Treinos Livres de adaptação à pista, não previstos regulamentarmente, mas que para quem nunca tinha estado no nosso país era importante, para adaptar os seus carros ao traçado e betuminoso da pista, tendo estes pilotos estado a trabalhar nos seus carros até cerca das 3H00 da madrugada.
Sábado a pista abria oficialmente para Treinos pelas 14H00, mas logo pela manhã eram vários os pilotos à espera da abertura das instalações, que acabaram por ser abertas pelas 8H30, estando a pista com actividade durante o dia inteiro, com um pequeno intervalo na hora de almoço. No final do dia de Sábado, já os Venezuelanos afirmavam aos elementos da AMVR que conhecendo várias pistas pelo mundo, consideravam a de Vila Real, uma das melhores, estando muito satisfeitos pela deslocação, considerando estarem a ser muito bem recebidos, agradecendo desde logo a hospitalidade da AMVR.
O dia de Domingo começou muito frio para a prática do radiomodelismo, pois pelas 8H30 no na pista do Monte da Forca, os termómetros acusavam apenas 4º centígrados. Pelas 9H00 todos os pilotos chegavam à pista e pelas 10H00, conforme previsto na regulamentação da Federação, iniciavam-se as Mangas de Qualificação. Cerca das 12H30 estava terminado o programa da manhã, recomeçando o mesmo pelas 14H30, com a realização dos Quartos de Final, seguindo-se as Meias-Finais e pelas 17H30 foi dada a partida para a grande Final, com a duração de 30 minutos.
Vila Real estava representada por três pilotos, Mário Brás, David Resende e Rui Dias, acabando por ser Brás o melhor classificado dos três. Mário Brás que se debateu com vários problemas mecânicos no seu carro, durante as Qualificações, seria impossibilitado de andar em condições, pois os travões do seu carro bloqueavam, dando-lhe várias dores de cabeça, tendo que ir disputar os ¼ de Final, vindo a ganhar a sua corrida, avançando assim para a Meia-Final A. Na disputa desta os problemas foram de electrónica, que afectavam o rendimento do motor, que tão depressa andava bem, como deixava de funcionar.
David Resende que se qualificou directamente para a segunda posição da grelha da Meia-Final B, acabaria por rolar na segunda posição durante algum tempo, mas depois o cabo do acelerador soltou-se não mais tendo possibilidades de recuperar, terminando por ali a sua corrida. Quanto a Rui Dias, também ele se qualificou directamente à Meia-Final A, com a 5ª posição da grelha, andando o que lhe foi possível, face à qualidade do material da concorrência, não conseguindo também ele, a passagem à Final.
Assim, Vila Real não tinha nenhuma representação na Final, que era constituída por 1 espanhol e 9 portugueses; Gonçalo Almeida, detentor da Pole Position, não conseguiria arrancar para a sua Meia-Final, acabando de forma inglória a sua prova, deixando para José Pires a vitória na Meia-Final A e para o espanhol José Alberto, a vitória na Meia-Final B.
Chegada a grande Final, os dez melhores ocupavam outros tantos lugares na grelha de partida, assistindo-se a trinta minutos de corrida fantástica, desenrolada sob um desportivismo invulgar, o que aconteceu ao longo de toda a jornada, pois não houve qualquer tipo de penalização ou aviso de condução anti-desportiva, assistindo-se mesmo ao facilitar por parte dos pilotos, quando os da frente dobravam alguns mais atrasados.
José Pires arrancou muito bem, seguido de Miguel Fazenda e do espanhol José Alberto, tendo entre os dois primeiros acontecido algumas trocas de posição, que levaram o piloto espanhol a esperar pelos melhores momentos para pressionar os dois portugueses, o que viria a dar frutos, pois o piloto de Alicante acabaria por chegar à primeira posição, efectuando uma corrida com muita “cabeça”, mas mostrando ter uma condução soberba, terminando a corrida no lugar mais alto do pódio.
Classificação:
1.º José Alberto, Espanha.
2.º Miguel Fazenda, Port.
3.º José Pires, Port.
4.º José Silva, Port.
5.º José Salgado, Port.
6.º Joel Mendonça, Port.
7.º Carlos Marinho, Port.
8.º Mauro Andrade, Port. |