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Região | 02-08-2012
Hospital de Chaves: Associação Nacional de Municípios preocupada com perda de serviços
Da avaliação da Proposta de Carta Hospitalar que resulta de um estudo levado a cabo pela Entidade Reguladora da Saúde, por solicitação do Senhor Ministro da Saúde, e que se encontra em discussão pública, constata-se que o Hospital Distrital de Chaves irá perder a Cirurgia Geral com Internamento, passando a mesma a poder ser feita apenas em regime de ambulatório.

Com esta medida, o Hospital de Chaves, que ao longo dos últimos anos tem vindo a perder cada vez mais especialidades, vê esvaziarem-se ainda mais as suas competências, deixando de poder prestar uma parte significativa dos serviços de saúde de proximidade às populações do Alto Tâmega, numa atitude que o Município de Boticas entende como altamente lesiva destas regiões do Interior do País, que vê a sua população continuar a ser maltratada, discriminada e altamente desfavorecida.

A perda sucessiva de especialidades e o esvaziamento de competências ao nível daquelas que ainda persistem são um autêntico atentado aos direitos das populações, que se veem cada vez mais arredadas do seu direito de livre acesso aos cuidados de saúde.

A transferência das competências e especialidades do Hospital de Chaves para a esfera do Hospital de Vila Real triplica a distância que a população do Concelho de Boticas tem que efetuar para ter acesso aos cuidados de saúde, chegando, no caso de algumas aldeias do Concelho, a ser superiores a 100 quilómetros, pelo que o Município de Boticas se insurge publicamente contra as medidas a adotar pelo Ministério da Saúde, ao abrigo desta reorganização da rede hospitalar com financiamento público, entendendo que as mesmas voltam a lesar de forma clara a sua população, que continua a ver-se espoliada de alguns dos seus direitos mais básicos e essenciais. A própria Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está preocupada com esta situação e já solicitou reuniões aos ministros respetivos.

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