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Personalidades e Tradição | 27-06-2012
MÁRIO AMARAL - avançado driblador – II parte
Na primeira parte desta entrevista demos a conhecer ao leitor alguns dados biográficos de MÁRIO AMARAL, bem como o seu percurso futebolístico. Falou sobre os treinadores que teve e as dificuldades que teve na conjugação da sua carreira profissional nos CTT com a de futebolista. Completamos hoje esta entrevista com novas matérias.

DIRIGENTES: O dirigente de quem mais gostei, e sem comparação possível, foi o homem que acabou com o profissionalismo na época em que subimos de divisão. Jogou-se com a rapaziada da terra.(…) Foi o major Vaz.

Falar de dirigentes nem sempre é fácil ou oportuno. Mas Mário Amaral não se esquivou totalmente à questão, ainda que não se tivesse alongado. “Os dirigentes são muito bons quando um indivíduo dá rendimento ou precisam dele. Quando não precisam, esquecem-se dele e deixam de ser bons.” Embora estas afirmações se possam aplicar a qualquer um, neste caso, Mário Amaral tem com ele a mágoa do esquecimento a que foi votado quando era júnior e se lesionou. “O dirigente de quem mais gostei, e sem comparação possível, foi o homem que acabou com o profissionalismo na época em que subimos de divisão. Jogou-se com a rapaziada da terra. Propôs à direcção anterior presidida pelo dr. Álvaro Vilar que tomava conta do Vila Real, mas partia do zero. Não havia receitas, não havia despesas. Foi o major Vaz. Este homem nunca me deixou ir a pé para casa [Vila Nova]. Esperava sempre por mim e pelo meu primo. Quando íamos jogar fora, eu ia sempre no carro dele. Eu era muito amigo dele, mas ele fazia o favor de ser meu amigo. Para mim, dirigente, foi o major Vaz e não refiro mais nenhum. Bom dirigente, amigo dos jogadores, mas militar quando era preciso ser. Um homem fantástico.” Mas houve outras pessoas com quem gostou de conviver, à época, como o Helder Machado ou o sr. Emílio “que eram óptimas pessoas. Tenho pena que as outras direcções não fossem como deviam ser. O Vila Real está de rastos e deve-se a quê? Deve-se às pessoas que vão para lá. Ou não têm iniciativa ou só querem mostrar-se, penso eu.”

(...)

Ribeiro Aires

Leia o artigo na íntegra na edição impressa de 27 de Junho, do Notícias de Vila Real.

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