Matilde precisa de ajuda para pagar tratamentos

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A Matilde é uma menina de oito anos como tantas outras, mas os desafios que enfrenta com esta idade são bem maiores que os das outras crianças. Uma série de más decisões médicas no momento do parto levaram Matilde a asfixiar com o próprio cordão umbilical, o que lhe provocou paralisia cerebral. Desde então, os pais da menina investiram todos os seus recursos em tratamentos para ajudar a melhorar a vida da filha.

Com oito anos e várias limitações, Matilde é um exemplo de força assim como os seus pais, Carlos e Carmo Santos, que não desistem de a ver evoluir. “Queremos que ela seja o mais independente possível e não vamos desistir enquanto progredir”, sublinha a mãe, Carmo. No entanto, Carlos está desempregado há mais de três anos e as poupanças do casal já foram gastas nos tratamentos. Os progressos da filha dão alento a Carmo e Carlos, mas os custos são insuportáveis. No próximo mês de novembro, por exemplo, o casal vai gastar cerca de cinco mil euros num tratamento intensivo e não tem como fazer face a essa despesa.

As grandes dificuldades da Matilde começaram a aparecer aos três meses. “Ela não levantava a cabeça. Disseram-nos que precisava fazer fisioterapia e terapia ocupacional: duas sessões de 30 minutos por semana”, lembra Carmo. Aos seis meses, Matilde ainda não se sentava e o casal percebeu que o tratamento “não era suficiente” e procuraram alternativas. “Começou a andar na piscina aos sete meses, depois contratamos uma fisioterapeuta e mais tarde introduzimos os cavalos. Começamos a fazer tudo aquilo que podíamos pagar na altura”, conta Carmo.

O casal equacionou ir ao estrangeiro mas a falta de recursos levou sempre a melhor. Mais tarde, encontraram uma clínica em Espinho que, desde então, até passou a ser procurada por outras famílias na mesma situação. “Ao contrário dos outros pais, este casal chegou até nós e já sabia exatamente o que queria”, conta Marianela Marques, coordenadora da clínica.

A Matilde chegou à clínica há três anos sem conseguir estar em pé, não se sentava, não pegava nos brinquedos e não tinha controlo cefálico. “Ganhámos isso tudo. Foram vitórias que a Matilde conseguiu alcançar em três anos”, sublinha Carmo. Com quatro anos, a Matilde começou a ir todos os dias a Espinho para fazer os tratamentos. “Sempre foi uma menina muito esforçada e inteligente. Nota-se que ela percebe que estas terapias a ajudam a evoluir”, sublinha Marianela Marques.

Carlos tirou um curso de auxiliar de fisioterapia para poder conciliar os conhecimentos do curso com aquilo que vê na clínica para trabalhar em casa com a filha. “Nem que seja a brincar, estamos sempre a trabalhar um bocadinho”, sublinha. Fazem 250 quilómetros várias vezes por semana para levar a Matilde aos tratamentos, que chegam a custar dois mil euros.

Duas a três vezes por semana, Carlos e Carmo acordam às 5 horas da madrugada para estarem à porta da clínica às 8.30 horas. Durante o período de aulas, os tratamentos duram duas a três horas. Depois regressam a Vila Real e Matilde vai para a escola, onde frequenta o 3º ano.

“Quando fazemos tratamentos intensivos, os gastos sobem aos cinco mil euros mensais. Temos contado com a solidariedade das pessoas, mas a ginástica é enorme”, sublinha o pai da menina. Apesar das dificuldades, Carlos e Carmo não querem parar porque “se não continuar a trabalhar vai acabar por perder o que ganhou”.

Para além da dificuldade em falar e até mesmo comer, Matilde precisa de vários equipamentos como uma cadeira de rodas. “Batalhamos durante cinco anos para a Segurança Social nos dar uma cadeira, mas quando veio era uma cadeira que não cabia nos passeios da rua e acabamos por ter de comprar nós um carrinho, que custou cerca de 1500 euros”, lamenta Carmo. A família tem contado com o apoio da Junta de Freguesia de Alvações do Corgo e do Centro Recreativo do Castedo, localidades de onde são naturais Carmo e Carlos. “Têm sido incansáveis”, garantem.

Tal como as outras crianças, Matilde adora receber presentes. Um dos que mais gostou foi uma bicicleta que foi adaptada às suas limitações, graças ao trabalho de alunos do curso de Engenharia de Reabilitação da UTAD. Gosta muito de brincar, de ir à rua e de andar nos baloiços. “Ela faz tudo. Até para o campo de férias vai. Tentamos que ela faça tudo como os outros”, conta a mãe. Agora, a Matilde precisa de ajuda para poder continuar a evoluir.

Acompanhe o dia-a-dia da Matilde e a evolução dos tratamentos em: https://www.facebook.com/a.matilde.quer.continuar.a.vencer

Como ajudar?

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