Investigadores da UTAD conseguem avanços no estudo do cancro da mama

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Um grupo de investigadores, liderado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) conseguiu avanços importantes no estudo do cancro da mama, a partir de experiências realizadas com ratos fêmea nos seus laboratórios. A investigação, financiada pela FCT, decorreu em parceria com a Universidade de Aveiro no âmbito do projeto “Avaliação bioquímica, morfológica e funcional do catabolismo muscular associado ao cancro da mama: o papel do exercício físico”. Integram a equipa, pela UTAD, Ana Faustino, Mário Ginja, Adelina Gama, Paula A. Oliveira, Maria João Pires e Bruno Colaço, e, pela Universidade de Aveiro, Rita Ferreira.

Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da atividade física de longa-duração (35 semanas) no cancro da mama quimicamente induzido pelo agente carcinogénico N-metil-N-nitrosureia (MNU) em ratos fêmea da estirpe Sprague-Dawley.

Segundo uma das investigadoras, Ana Faustino, o protocolo de exercício físico com a duração de 35 semanas aplicado neste trabalho foi o mais longo realizado até à data neste modelo. «Se pensarmos na translação para o Homem, equivale a aproximadamente 25 anos de prática de atividade física moderada», refere a jovem cientista, acrescentando: «Os resultados obtidos sugerem que a prática de exercício físico ao longo da vida contribui para uma redução do número de lesões neoplásicas e da sua agressividade, e para uma maior vascularização dessas lesões. Esta redução na agressividade das lesões neoplásicas do grupo MNU exercitado poderá estar relacionada com a maior vascularização dessas lesões (maior aporte de oxigénio) e consequentemente à redução da hipoxia que, segundo alguns autores, induz uma maior agressividade das lesões neoplásicas.

Assim, os resultados suportam a prática de exercício físico moderado para a prevenção de cancro da mama, ou mais concretamente, de fenótipos mais agressivos desta doença.»

 

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