1 – Vou falar deste assunto tal como me chegou via email. Pessoa amiga fez o favor de me remeter uma mensagem muito curiosa sobre o que se passa na Islândia, quanto às dependências do álcool e das drogas.

Repito que desconheço se estas informações correspondem ou não à verdade. Pela internet infelizmente chega muita porcaria, muita desinformação. Mas de vez em quando também nos chegam mensagens positivas, ensinamentos, explicações, informações úteis.

E numa altura em que se revela tanta falta de imaginação e uma certa esquerda bem identificada continua a defender a legalização de drogas como a marijuana, com certeza por total ausência de ideias e incapacidade para dar o salto noutro sentido, inventando soluções novas, talvez este caso possa dar alguma informação a essas pessoas.

Na Europa, a juventude da Islândia era das que mais bebia, mas, nos últimos vinte anos, a tendência inverteu-se.

Como?

O Governo substituiu as palestras e conferências sobre as drogas e o álcool por legislação mais rígida.

Fomentou as actividades extracurriculares. O consumo de drogas, de tabaco e de álcool baixou drasticamente para níveis ínfimos, comparados com o que se passava, por exemplo, em 1998.

Elevou a maioridade dos 16 para os 18 anos.

Legislou no sentido de impor o recolher para os adolescentes. A partir de certa hora estão proibidos de andar na rua.

As actividades extracurriculares passaram a ser financiadas pelo Governo.

Fomentou-se a prática desportiva, o ensino da dança, da música e de outras áreas artísticas.

Estudos revelam que estas actividades geram no cérebro os mesmos efeitos que as drogas e o álcool.

Os jovens começaram a passar mais tempo com a família e melhoraram os resultados dos estudos.

Bom. Estas informações não são novidade para quem pratica ou praticou algum desporto ou aprendeu e pratica dança ou toca numa banda, por exemplo.

E podemos dar-nos por contentes por vermos cada vez mais jovens a tocar nas bandas filarmónicas de música.

E os pais e professores sabem que normalmente um bom atleta é também bom aluno.

Então porque não explora o nosso Governo estas medidas e manda avençar programas no mesmo sentido. Talvez se evitassem muitos dos problemas que ultimamente têm assoldado a sociedade portuguesa. E talvez até se gastasse menos dinheiro do que se gasta agora, apenas como os chamados programas de tratamento das toxicodependências.

2 – Hospital de Vila Real. Recentemente tive necessidade de recorrer aos serviços do nosso Hospital. Deixo aqui a minha admiração pela forma como fui atendido e acompanhado, no Serviço de Urgência, por médicos e enfermeiros e demais pessoas ali em serviço, dentro dos condicionalismos de uma urgência hospitalar. Não me identifiquei de forma diferente de qualquer outra pessoa. Fui tratado como todos os outros, segundo observei.

Fica a minha palavra de apreço e admiração pela gente nova e menos nova que ali trabalhou naquele dia e espero que assim seja todos os dias.

3 – Assédio sexual? Deixem-me rir. As artistas francesas vieram ao meu encontro. Desde o início sempre pensei e disse que aquilo que algumas andam a apregoar não passa de uma americanice. O que é o assédio? Vou gozar. Em frente à minha janela do escritório já vi nascer neste ano quatro ninhadas de pombos, sobre os ombros da imagem de Santa Bárbara, colocada no nicho existente nas traseiras da igreja da Misericórdia. Se a pomba não expusesse os seus dotes de sedutora e o pombo não a cortejasse a preceito, como eu vejo, de toda a maneira  e feitio, e ela, finalmente, não cedesse, não haveria pombinhos novos. E quantas daquelas pudicas actrizes subiram na vida seduzindo realizadores, produtores e outros actores. Agora, passadas dezenas de anos, vêm queixar-se. Hipocrisia pura, na maior parte dos casos.

Tenho dito!

 

 

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