Festival de Ano Novo anima Vila Real em janeiro

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Depois da abertura com lotação esgotada para o bailado clássico “O Lago dos Cisnes”, o Festival de Ano Novo (FAN) prossegue com o recital “A La Joie”, que traz à sua terra natal o barítono Tiago Matos, acompanhado da soprano Marina Pacheco e do pianista Pedro Costa. Este recital celebra o génio musical de diversos compositores cujos aniversários de nascimento ou morte se assinalam em 2017 (M. Ravel, A. Honneger, A. Zemlinsky, E. W. Korngold, A. Fragoso e G. Gershwin).

A etapa seguinte, a 21 de Janeiro, é composta por dois momentos: um ‘Concertinho’ pedagógico para público infantil e famílias e o espectáculo ‘Danças Virtuosas do Mundo’, de apresentação do disco homónimo, que reúne danças oriundas de diversas partes do mundo, como tangos, valsas, mazurkas e danças espanholas, mas também melodias e danças populares portuguesas. O espectáculo, interpretado pelo violinista Eliseu Silva e o pianista Marian Pivka, conta com a participação da bailarina Carla Loureiro.

Na última semana são também dois os espectáculos. No dia 27, é reposta a criação ‘Fuga de Bacho n.º 4’, desta vez no Club de Vila Real, levando assim o FAN ao centro histórico da idade. Recorde-se que este espectáculo, uma criação original do grupo Mistério da Cultura, foi uma encomenda do Teatro de Vila Real no âmbito da Capital da Cultura do Eixo Atlântico. A fechar o festival, no dia 28, sobe ao palco a ópera cómica ‘Dilemas dietéticos de uma matrioska do meio’, uma produção do Quarteto Contratempus que integrará seis a oito actores amadores locais na sequência de um workshop a decorrer de 22 a 28 de Janeiro. É mais um momento do projecto ‘O Teatro e a Comunidade’, iniciado há dois anos com o intuito de proporcionar novas experiências a artistas amadores da região.

Do ballet tradicional à moderna ópera buffa

A 11.ª edição do FAN revisita algumas das grandes manifestações do universo da música clássica, quer através de uma das suas formas tradicionalmente mais glamorosas, o ballet, quer numa abordagem actual à ópera buffa.

Durante o mês de Janeiro, em cinco momentos diferentes, desenha-se um percurso, uma pequena cronologia de compositores e épocas mas sobretudo de atitudes artísticas contemporâneas perante o manancial clássico.

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