Periscópio: Falta vergonha

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1 – Cartaz do BE. Ainda andavam no ar os ecos do vergonhoso cartaz do BE com o qual a esquerda caviar quis comemorar a aprovação, na Assembleia da República, da lei da adopção de crianças por casais gay, e já outros acontecimentos iam ocorrendo, para mal dos nossos pecados e pecados alheios.

A história do cartaz de Jesus Cristo com a frase: “Jesus Cristo também tinha dois pais” causou mossa. Muita mossa, principalmente no Bloco de Esquerda. Neste partido há gente que não tem pinta de vergonha na cara e pensa que pode gozar com tudo e com todos. Vai daí, resolveram comemorar de forma chocante, abusiva e malcriada, gratuita e ofensiva para todos os cristãos e no fundo para todos os crentes. Como se tal fosse necessário.

Mas como uma falta de vergonha nunca vem só, outras faltas de vergonha encheram as páginas dos jornais e os noticiários na semana passada.

2 – Os jornais encarregaram-se de nos lembrar que há o caso Sócrates e que brevemente, talvez lá para o mês de Maio, deverá haver acusação. Entretanto, vão-se sabendo mais pormenores sobre os milhões envolvidos neste processo.

Assim como também se vão conhecendo os meandros e os personagens deste verdadeiro enredo.

Neste caso, além da falta de vergonha dos envolvidos e de um modo especial do ex-primeiro-ministro, a falta de vergonha atinge também todos os que têm andado a bajular o senhor mesmo depois de ele ter sido preso e depois solto, em acções de propaganda barata por todo o país. Vila Real não escapou a essa visita espúria. Felizmente, foram poucos os dirigentes do PS que compareceram a esta espécie de homenagem.

3 – Sem vergonha, sem senso, nem pudor comportou-se a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ao aceitar um lugar numa empresa a quem interessa com toda a certeza conhecer todos os segredos de que a ministra é conhecedora dada a sua passagem pelo ministério das Finanças.

Depois querem que os cidadãos não digam que afinal são todos os iguais. Os políticos, claro. Não deveriam ser, mas parece que são.

Confesso que até tinha alguma admiração pela senhora. Agora, acabou-se.

E não venha quem quer que seja defendê-la, como já fez o ex-primeiro-ministro, Passos Coelho. Defender uma atitude daquelas, não é solidariedade, é obsceno.

4 – Justiça. Mas também me parece falta de senso e desconhecimento do que se passa na realidade e por isso alguma falta de vergonha, a actual ministra da Justiça, vir dizer que vai fazer uma revolução nesta área. E, afinal, o que apresenta como grande revolução, não passa de aplicar umas quantas novas tecnologias. A maior será a colocação de rede Wi-fi, nos tribunais, para que os utentes, e designadamente as testemunhas, estejam entretidas enquanto esperam.

Ridículo. Enganador. Para papalvos ver. E com isto vão gastar-se uns milhões largos.

A senhora deve desconhecer o que se passa nos tribunais. Sentada nas altas cadeiras do poder do Ministério Público, lá por Lisboa, não lhe ocorreu, talvez, que há problema enormes e urgentes nos tribunais, a começar na falta de funcionários, na falta de condições condignas em alguns casos que urge agarrar e resolver. E devia pensar também nos processo acumulados principalmente nas secções de execução.

E se pensasse em modificar aquilo que a recente reforma alterou, que foi mal resolvido?

E se fosse ver o que se passa nos tribunais administrativos e fiscais? E se revertesse o logro criado com a transferência dos processo de inventário para os notários, onde estão quase todos parados desde que se efectuou a mudança?

E se falasse com o seu colega das Finanças e pusesse a andar os processos de revisão do cálculo de impostos, que estão emperrados num s erviço que, pelos vistos, não tem capacidade para dar resposta por fata de meios humanos?

Mas não. Wifi! Que grande ideia! Que grande ministra!

Se as ideias desta ministra continuarem pelo mesmo caminho, teremos governante à altura de outros que a antecederam e que têm vindo a cavar a sepultura de todo o sistema judiciário: Vera Jardim, Celeste Cardona, António Costa (Sim. O actual Primeiro-ministro!), Aguiar Branco, Alberto Costa, Alberto Martins e Paula Teixeira da Cruz.

 

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