Falsas urgências ‘entopem’ hospitais portugueses

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Mais de três milhões de portugueses foram ao hospital nos primeiros seis meses do ano com falsas urgências. Em 12 unidades de saúde há casos não urgentes que representam 40% das idas às urgências. O Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim tem a percentagem mais elevada de todo o país.

No primeiro semestre deste ano, as urgências dos hospitais portugueses registaram 3,2 milhões de atendimentos, mais 134 mil do que em igual período de 2015. Nos hospitais da Grande Lisboa, quase metade dos atendimentos (46,6%) são consideradas “falsas” urgências, o valor mais alto das cinco regiões de saúde do país. Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde foram divulgados pelo “Diário de Notícias”.

A Grande Lisboa é o caso mais flagrante, mas o recurso às urgências com casos não urgentes aumentou em 22 hospitais do país.

No Norte, a situação é menos acentuada, mas não está livre de problemas: três unidades de saúde integram o “top 8” das pulseiras verdes, azuis e brancas. São elas o caso do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim, Santa Maria Maior e Hospital Senhora da Oliveira.

Portugal é um dos países da OCDE com maior volume de idas às urgências.

“Falta de respostas”, mais do que desconhecimento

A presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Marta Temido, aponta a falta de respostas existente por parte das unidades de saúde como origem do problema.

 

A presidente da ACSS mostra-se, contudo, esperançada de que as medidas já tomadas pelo Governo possam inverter a tendência. “Há, decorrente do último concurso de colocação de médicos de medicina geral e familiar e da atribuição de mais médicos de família aos portugueses, uma expectativa de que algumas destas situações venham a ser corrigidas no curto prazo”, destaca.

 

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