Ex-amantes que mataram adolescente condenados a 20 e 25 anos

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O Tribunal de Vila Real condenou a 20 anos de prisão o autor físico do homicídio, Miguel Brito, de 19 anos, e à pena máxima de 25 anos a instigadora do crime, Sónia Mendes, de 31 anos. Estavam acusados do homicídio qualificado, profanação e ocultação do cadáver de um jovem de 14 anos, e ainda por vários crimes de roubo e furto.

O coletivo de juízes considerou que a arguida foi a “instigadora” do crime por ter manipulado e levado Miguel, o autor físico do homicídio, a matar Tiago Gonçalves, que ameaçava denunciar a relação extraconjugal ao marido de Sónia, assim como os roubos que ambos perpetravam.

Durante o julgamento, Miguel Brito assumiu a autoria do homicídio, mas garantiu ter sido pressionado pela amante, Sónia Mendes, 12 anos mais velha, que negou sempre ter incentivado o crime. Tiago foi assassinado em outubro de 2015.

Foi agredido com socos e pontapés, sofreu vários golpes na cabeça com uma fritadeira e foi esganado com um cinto. Depois disso, o cadáver foi queimado numa banheira e enterrado no quintal de uma casa desabitada. O corpo foi descoberto cerca de um mês depois. Os arguidos foram ainda condenados a pagar 122 mil euros de indemnização.

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