Espetáculos de fogo-de-artifício cancelados em fim de semana

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O fim de semana prolongado de agosto representa “cerca de 25% da atividade” pirotécnica das festas de verão,iunformo a Associação Portuguesa dos Industriais de Pirotecnia e Explosivos (APIPE), mas algumas entidades públicas cancelaram espectáculos de fogo-de-artifício.

As autarquias de Gondomar (Porto), Paredes de Coura (Viana do Castelo) e Castro Marim (Faro) anunciaram, ao longo desta semana, que iriam cancelar espetáculos de pirotecnia.

Na sequência dos incêndios, a Câmara de Gondomar, afetada por fogos, cancelou todas as licenças para fogo-de-artifício.

Já o concelho de Paredes de Coura (distrito Viana do Castelo) não vai realizar este ano a habitual sessão de fogo-de-artifício nas festas do concelho (que decorrem de 01 a 14 de agosto) e vai dar o montante que gastaria no espetáculo pirotécnico à associação humanitária dos bombeiros locais.

A Câmara de Castro Marim decidiu cancelar os programas de fogo-de-artifício de duas festas do concelho — uma delas a decorrer entre hoje e segunda-feira e outra no final do mês – e canalizar as verbas para a ajuda à população da Madeira.

Para o presidente da associação APIPE, estes últimos três casos são “situações específicas e localizadas” que ainda desconhece.

“Mas aceitamos perfeitamente, porque não são os pirotécnicos que querem deixar de contribuir para a preservação do ambiente. Temos que preservar a cultura das festas e romarias, mas também temos que preservar o ambiente e a floresta”, frisou.

Sobre a segurança dos espetáculos de pirotecnia, o presidente da associação APIPE reafirmou que “nunca houve incêndios florestais com fogo-de-artifício lançado legalmente”, lembrando que a partir de 2005, “quer os industriais, quer a legislação, mudaram substancialmente a forma de atuar”, proibindo a utilização de foguetes.

Os espetáculos de fogo-de-artifício são sempre sujeitos a uma vistoria prévia do local em que será realizado. Já durante a realização dos espetáculos têm de estar presentes uma cooperação de bombeiros e uma autoridade policial para prevenção.

A distância de segurança da realização de espetáculos de pirotecnia é determinada em relação a pessoas, florestas e armazéns de materiais perigosos, variando consoante o local e as condições de vento.

Atualmente, existem cerca de 50 empresas de pirotecnia e explosivos em todo o território nacional. Destas, 32 são associadas da APIPE.

Anualmente as empresas da área geram “cerca de 20 milhões” de euros com a realização de espetáculos, informou o responsável.

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