Empreiteiro condenado a 16 anos e meio por abusar das filhas adotivas

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O homem de 50 anos, acusado de abusar sexualmente das três filhas adotivas, foi condenado a 16 anos e meio de prisão pelo Tribunal de Vila Real. O coletivo de juízes considerou que ficaram provados três crimes de abuso sexual de crianças agravado, dois crimes de abuso sexual de menor dependente e três crimes de maus tratos a menores.

A acusação defendia que o arguido abusou das três filhas, adotadas em agosto de 2008, até ser detido pela Polícia Judiciária, em março de 2016. O arguido foi denunciado pela filha mais nova à psicóloga da escola, em 2014, que confrontou o homem. O arguido desmentiu os abusos e a menina acabou por voltar atrás na sua versão, pelo que a instituição não deu seguimento à queixa.

O caso começou a ser investigado pelas autoridades apenas em janeiro do ano passado, depois de a mesma escola ter denunciado a gravidez da menina mais nova, na altura com 13 anos. A jovem foi retirada à família adotiva e internada no hospital de Vila Real, já com 27 semanas de gravidez.

As primeiras suspeitas apontavam para que o empreiteiro de 50 anos fosse o pai da bebé, mas os testes de ADN, feitos depois do parto, revelaram que o pai é um jovem de 21 anos com quem a menina teve uma relação pontual.

A acusação defendia que o empreiteiro, convencido de que seria o pai da criança, levou a filha a uma clínica em Vigo, Espanha, para fazer um aborto. No entanto, não conseguiu levar o seu objetivo adiante por já ter sido ultrapassado o tempo de gestação legal para pôr termo a uma gravidez.

Três meses depois, em março de 2015, as duas irmãs mais velhas, de 15 e 17 anos, também foram retiradas aos pais adotivos e institucionalizadas. A acusação acredita que o arguido não se terá coibido de abusar delas durante este período.

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