Emídio Gomes “pior presidente” de sempre da CCDR-N

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O secretário-geral do Eixo Atlântico acusou Emídio Gomes de ser “o pior presidente que passou” pela Comissão de Coordenação Regional do Norte e defendeu ser necessária uma auditoria para averiguar eventuais irregularidades na atribuição de fundos comunitários.

“A minha posição de confronto com Emídio Gomes é conhecida porque eu considero que foi o pior presidente que passou pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e que a deixou no seu pior momento em todos os âmbitos”, afirmou Xoan Mao, secretário-geral do organismo que agrega 38 municípios portugueses e galegos.

Em entrevista à Lusa, o responsável aconselhou mesmo o próximo presidente a mandar fazer “uma auditoria de todo o género e especialmente na parte ligada aos fundos” e que averigue a veracidade da “informação que circula” sobre “irregularidades” na sua atribuição.

Para além da auditoria, Xoan Mao espera que o próximo presidente “devolva à CCDR-N a dignidade que teve e o prestígio a nível europeu que tinha na época de Valente de Oliveira, Braga da Cruz, Carlos Lage ou Arlindo Cunha”.

Quem já reagiu a esta tomada de posição foi Rui Santos, o presidente da câmara de Vila Real, que considerou lamentáveis as declarações do secretário-geral e anunciou que vai pedir urgentemente ao presidente do Eixo Atlântico e da Câmara de Braga, Ricardo Rio, “que rapidamente tome conta da situação e censure este tipo de posição”.

“É uma posição que envergonha o Eixo Atlântico e aqueles que fazem parte do Eixo Atlântico e é um ataque maldoso quer ao professor Emídio Gomes quer ao Estado Português”, sublinhou Rui Santos.

Emídio Gomes foi, no início do mês, exonerado do cargo pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, depois da polémica em torno dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU) que alguns municípios recusaram assinar.

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