Diogo Cão: 26 anos a fazer história no desporto regional

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A Associação Desportiva e Cultural da Escola Diogo Cão organizou, no passado sábado, dia 25 de março, um jantar que serviu para encerrar o ano dedicado às comemorações do 25º aniversário e comemorar o 26º aniversário. Realizado na Quinta do Paço, reuniu mais de 500 pessoas, entre órgãos sociais, sócios, treinadores, atletas, pais, amigos, patrocinadores e entidades locais.

Fundada em 1991, a Associação Diogo Cão está cada vez mais voltada para o futuro, mantendo do presente o mesmo rigor na formação integral dos seus atletas, apostando nas novas tecnologias como forma de comunicação e promoção da coletividade. Recentemente lançou uma página na web (www.dcvilareal.pt), com fotos, informações úteis, lista dos membros de órgãos sociais, notícias e em breve os calendários de jogos e resultados, bem como merchandising do clube, sendo que, em breve, irão surgir páginas nas várias redes sociais (Twitter e Instagram) além da que já possui (única) no Facebook (Diogo Cão), para além de uma aplicação (ainda em desenvolvimento) que permitirá ver os jogos em direto.

No jantar comemorativo, que se assemelhou a uma gala, foram feitas referências a sócios-fundadores, antigos dirigentes, atletas que singraram no futebol, entre outras pessoas que tiveram uma influência direta no sucesso da coletividade. Também atribuíram distinções a atletas com dez ou mais anos de “clube” e a pessoas que, ao longo de mais de um quarto de século, ajudaram incondicionalmente o clube. Nesse sentido, para além de cerca de doze atletas, Sílvia Vilela, Augusta Mendes, José Maria Fonseca, António Liberal e Licínio Pereira foram distinguidos com o galardão “Exemplaris”, uma forma de dizer “ser exemplo ou padrão” para os outros.

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Pavilhão Desportivo urge requalificar

Rui Santos, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, presente na cerimónia, recordou a promessa realizada em 2013, com o objetivo de dotar a associação de melhores condições para a prática do futebol jovem. “Fruto de uma parceria com a UTAD, conseguimos proporcionar à associação um complexo desportivo digno e bem apetrechado”, recordou o autarca, advertindo que há ainda algum trabalho a realizar ao nível das infraestruturas.

Exemplo disso é o Pavilhão Desportivo coberto, junto à escola Diogo Cão. “Este recinto necessita urgentemente de ser requalificado, mas, enquanto o Ministério da Educação for proprietário deste espaço, a câmara não terá competência para intervir. A nossa intenção é propor à tutela um protocolo de comodato e gestão que permita a sua reabilitação, devolvendo-o à escola, à associação e à comunidade em geral, numa intervenção que custará cerca de 500 mil euros”, adiantou Rui Santos.

Também é intenção do atual executivo implementar umas novas piscinas municipais, mas que não serão construídas no lugar das atuais. O objetivo passa demolir a infraestrutura existente, junto ao Pavilhão Desportivo, para dar lugar a uma parque de estacionamento, que servirá a escola, a associação, o centro de saúde, a GNR e os serviços de agricultura. As novas piscinas deverão ser edificadas num local próximo.

 

“A associação está de boa saúde e recomenda-se”

O atual presidente da direção, Marco Magalhães, que fez parte da primeira equipa de basquetebol, referiu que a cerimónia do passado sábado é uma prova de que “a associação está de boa saúde e recomenda-se”, aproveitando para recordar um pouco a história da Diogo Cão. “Esta coletividade começou com apenas 40 atletas e quatro treinadores, que realizou cerca de 200 quilómetros nas suas deslocações nessa época. Hoje, a Diogo Cão é formada por 400 atletas e 40 técnicos, de três modalidades, futebol, futsal e basquetebol, que realizam cerca de 20 mil quilómetros por ano”, informou.

Inicialmente, sem instalações desportivas exclusivas, a Diogo Cão andava constantemente “com a casa às costas”, percorrendo o concelho de Vila Real de lés-a-lés para treinar e jogar. Só recentemente passou a dispor de recintos de uso exclusivo, o que veio a acrescentar um enorme valor no trabalho de dirigentes, treinadores e atletas. É um caso de estudo, com notável persistência de todos os seus elementos, que não esmorecendo com as adversidades e algumas arbitrariedades criadas foram levando esta “nau” a bom porto. Atualmente, tendo por base o presente e a sua criação a partir de uma escola, a Diogo Cão é uma referência nacional e, ao nível da dimensão, do interior do país.

Por fim, Marco Magalhães recordou alguns títulos que fazem parte do palmarés da associação Diogo Cão, ainda a presença em competições nacionais, e as várias candidaturas que têm sido aprovadas com o objetivo de dar um futuro melhor à coletividade vila-realense.

 

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