Da Outra Margem: Vila Real – uma Cidade do Conhecimento

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O roteiro do Primeiro-ministro a Trás-os-Montes e ao Douro incluiu Vila Real, tendo visitado a empresa Kathrein Automotive e o Regia-Douro Park, onde foi apresentada a Plataforma de Inovação da Vinha e do Vinho. Esta plataforma de inovação é um projeto de I&D financiado por fundos do Norte 2020 no valor de 5,3 M€ que irá funcionar no Regia-Douro Park, tendo como objetivo dinamizar um dos principais sectores económicos da região e do país. Hoje, a fileira do vinho é sinónimo de inovação, de criatividade, de empreendedorismo, de competitividade e tem uma imagem de prestígio além-fronteiras. Com efeito, é conhecida a relevância económica do sector vitivinícola e do vinho, enquanto produto agroalimentar com um peso conhecido na balança comercial, resultante de uma estrutura empresarial dinâmica assente numa rede organizada e inovadora internacional, a exemplo das regiões vitivinícolas mais competitivas.

Contudo, a competitividade e sustentabilidade económica deste sector exige a capacitação e revitalização das instituições de I&D, reorganizando as suas competências científicas em torno de redes envolvendo modelos coletivos de I&D que promovam soluções orientadas para o mercado, envolvendo os atores da fileira. Foi neste enquadramento que a UTAD, em articulação com o Município e o Regia-Douro Park apostaram na dinamização da mencionada plataforma de inovação.

No debate quinzenal que teve lugar na passada quarta-feira no parlamento, centrado no plano nacional reformas, o primeiro-ministro referiu a importância da aposta no pilar da inovação, tendo anunciado que no próximo dia 23 de fevereiro será apresentado um programa com o intuito de incentivar a cooperação entre o tecido empresarial e as instituições científicas e de ensino superior. Esta estratégia prevê a criação de redes colaborativas envolvendo as instituições de ensino superior, as empresas, centros de interface, visando promover o aumento da competitividade do tecido produtivo e das empresas.

A forma conjunta como a Universidade, o Município e o Regia-Douro Park têm encarado a cooperação entre as duas instituições, num “jogo de soma positiva”, com benefícios claros para a comunidade residente, representa um bom exemplo desta estratégia. Por outro lado, a focalização do parque numa área vital para a região enquadra-se numa política de cidades e regiões de conhecimento em áreas específicas, envolvendo instituições de I&D superior no desenvolvimento de agendas temáticas e o aprofundamento do conhecimento do território nas suas várias dimensões.

Neste trabalho em rede é crucial o papel pró-ativo das Universidades com forte ligação a territórios desafiantes, com as quais o governo deve celebrar contratos que assumam de forma explícita as questões da coesão territorial.

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