CP vende locomotiva histórica a um estrangeiro

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Foto: José Sousa

A CP confirma que vendeu a “Locomotiva Histórica” estacionada na estação do Tua a um interessado estrangeiro, sem referir a nacionalidade. A venda foi criticada pelo autarca local e pelo Movimento Cívico pela Defesa do Tua. O Bloco de Esquerda pediu explicações.

“Quando a CP tem material (ferroviário) circulante que já está retirado do seu serviço comercial e para o qual não prevê futuras oportunidades de utilização no contexto da sua actividade, são avaliadas várias possibilidades, nomeadamente, o potencial interesse histórico e/ou museológico, avaliado pela Fundação do Museu Nacional Ferroviário”, explicou, à Lusa fonte oficial da empresa ferroviária nacional.

No caso da “Locomotiva Histórica” estacionada na estação do Tua, a CP assinala que foram seguidos estes procedimentos e refere que, na sequência das avaliações feitas, aquele material circulante foi efectivamente vendido a um comprador estrangeiro, que já havia manifestado interesse no negócio.

Segundo a CP, há interesse em “preservar” o espólio, apontando a alternativa de encontrar “potenciais interessados” na sua aquisição para eventual futura utilização.

No dia 11 de Março, o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, pediu ao Governo que exigisse a reversão do processo de venda de “locomotiva histórica” que esteve estacionada na estação do Tua.

A autarquia atribuía o negócio à Infra-estruturas de Portugal (IP), que já se demarcou do processo, enviando uma nota à agência Lusa onde informa que a venda ou alienação de material circulante ferroviário não é da sua competência.

O Bloco de Esquerda (BE) havia anunciado na altura que questionou o Governo sobre as condições do processo de venda da “locomotiva histórica”.

Para o BE, o desmantelamento do património histórico da ferrovia configura uma decisão “atentatória do património histórico-cultural da região e, em particular, da própria CP”.

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