CHTMAD perdeu única cirurgiã vascular e suspendeu especialidade

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A saída da única cirurgiã vascular do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) levou à suspensão desta especialidade, o que deixou “perplexo” o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos. Em lista de espera, ficaram 325 cirurgias e 829 consultas.

A situação foi denunciada pelo autarca vila-realense que considerou “extraordinário que o senhor ministro tenha autorizado essa contratação, originando assim que esta valência tenha sido suspensa por falta de profissionais”. Rui Santos afirma que o CHTMAD vive uma “realidade preocupante”.

“Há falta de financiamento, não há uma discriminação positiva para a captação de médicos no interior, autorizam-se a abertura de concursos em igualdade de circunstâncias com centros hospitalares do litoral, e adotou-se uma medida discricionária para o interior, no anterior Governo, que não resultou”, sublinha.

O autarca também está descontente com o preenchimento “claramente insuficiente” das vagas abertas no CHTMAD. “Estávamos expectantes em sequência da autorização de abertura de 37 vagas, feitas pelo senhor ministro, em julho de 2016, mas apenas foram colocados aqui nove médicos, sendo que quatro deles já cá estavam”, lamenta.

A falta de anestesistas continua a ser uma das situações mais preocupantes. Rui Santos estranha que o Ministério da Saúde “autorize outros centros hospitalares a contratar anestesistas quando eles fazem falta em Vila Real”. O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre esta situação.

“Estamos cansados de paliativos, não há investimento. Temos que dar um murro na mesa e dizer a este Governo, como já dissemos ao Governo anterior, que chega de conversa fiada, de promessas, está na altura de resolver os problemas e não de os agravar”, sublinhou Rui Santos.

O executivo municipal aprovou, esta semana, uma proposta que inclui um pedido de audiência urgente ao ministro Adalberto Campos Fernandes, uma campanha de alerta à população e ainda a realização de uma vigília. Estas medidas já foram propostas e aprovadas há cerca de um ano mas, segundo Rui Santos, não foram concretizadas devido à proximidade das eleições legislativas e para evitar acusações de “partidarite”.

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