Avião entre Trás-os-Montes e Algarve “devia aterrar em Lisboa”

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O presidente da Câmara de Vila real, Rui Santos, acredita que o novo modelo da carreira aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve, que cumpriu um ano de funcionamento a 23 de dezembro, “está errado”. O autarca defende que “aquilo que era desejável era que o avião aterrasse no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa”, e não em Tires, no concelho de Cascais.

“Parar em Tires é algo que condicionou todo o modelo que estava à volta de uma ligação que se queria rápida entre Trás-os-Montes e Lisboa”, argumentou Rui Santos. A carreira aérea liga Bragança a Portimão, com passagem por Vila Real, Viseu e Tires. “O facto de ter retomado é positivo, mas claramente não foi o retomar que nós desejávamos”, sublinhou o autarca.

Rui Santos acredita que a paragem em Tires “tirou competitividade à linha”, mas admite que “é melhor ter avião do que não ter” e que “é uma ligação que serve algumas pessoas, com a vantagem de poder chegar também ao Algarve”. No entanto, o autarca continua a “solicitar, a quem de direito, que faça esta retificação o mais rapidamente possível”.

O autarca vila-realense considera que a carreira aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve ganharia mais utilizadores “se a ligação fosse direta a Lisboa”. A carreira área, que está concessionada à empresa Aerovip, foi retomada a 23 de dezembro de 2015 e já transportou 8272 passageiros no primeiro ano de funcionamento.

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