António Fontainhas Fernandes em entrevista

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FOTO: SF UTAD

“Uma Universidade situada neste território desafiante deve ser apoiada no desenvolvimento de dinâmicas diferenciadoras, vocacionadas para a valorização dos recursos endógenos que potenciem a economia do território”

NVR – O Quadro Comunitário 2020 tem sido uma oportunidade para a UTAD dar um enorme passo para o futuro?

António Fontainhas Fernandes (FF)- Antes de lançar novos projetos para o Futuro tivemos que consolidar algumas etapas determinantes. Em primeiro lugar, o equilíbrio financeiro, como comprovam os relatórios de atividades dos últimos dois anos que denotam contas equilibradas. Em segundo, arrumar a casa, o que significou dar uma nova solução ao CIFOP, um novo destino ao DRM e às instalações da Escola de Enfermagem, concentrando toda a atividade letiva e de investigação no campus. Estas mudanças exigiram que cerca de 70% dos docentes tivessem de mudar de local e, no caso dos não docentes, cerca de 30% mudaram de funções. Toda esta dinâmica traduziu-se numa redução significativa dos custos de funcionamento e permitiram-nos lançar novos projetos estruturantes que, no Futuro, vão conduzir a um salto qualitativo em termos de capacitação e de modernização.

NVR – Quais são?

FF – Um dos projetos emblemáticos que no Futuro será uma bandeira de dimensão internacional é a Plataforma de Inovação da Vinha e do Vinho. Este projeto financiado no valor de 5,3 milhões de euros vai ter um forte impacto no Regia-Douro Park e na região. Neste momento está a ser criada uma comissão de acompanhamento com elementos exteriores à Universidade, de forma a que a investigação seja desenvolvida de acordo com os interesses das empresas e da fileira.

NVR – E isso é crucial?
FF – (…) O desenvolvimento dos territórios do interior, depois de uma fase de investimento em infraestruturas deve passar por uma fase de qualificação e de fixação de massa crítica. Não podemos deixar fugir os jovens profissionais com competências da região, mas também precisamos também de atrair novos talentos.

NVR – Estes projetos vão implicar muitas contratações?

 FF – No caso da Plataforma de Inovação do Vinho e da Vinha, as quatro linhas de investigação, preveem a contratação 17 Bolsas de Investigação para Mestres, 17 Bolsas de Investigação para Doutores e três Bolsas de Gestão de Ciência e Tecnologia. No total, a UTAD irá contar com mais 120 pessoas para desenvolver atividades de I&D.

(…)

NVR – A Vinha e o Vinho é definitivamente a Marca da universidade?

FF – Temos que ter marcas diferenciadoras e uma delas é a Vinha e o Vinho. O lançamento dos vinhos dos antigos alunos, associado a uma carta de vinhos do restaurante universitário e de uma garrafeira no formato de biblioteca de vinhos vai ser uma marca única e diferenciadora. Os antigos alunos são a prova da qualidade do ensino da UTAD, nas diversas áreas de conhecimento.

(…)

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