Ano positivo no combate a incêndios

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Foto ilustrativa

A época mais crítica em incêndios florestais começou no início de julho, com um total de 9.708 operacionais, 2.235 equipas, 2.043 viaturas e 47 meios aéreos, um dispositivo idêntico ao de 2015. Para já e apesar das altas temperaturas o balanço é positivo, com poucas ocorrências a registar.

A época mais crítica em incêndios florestais começou com o valor mais baixo dos últimos dez anos no número de fogos, tendo-se verificado, entre 1 de janeiro e 29 de junho, cerca de 1.800 ocorrências, segundo o comandante nacional operacional, José Manuel Moura.

A fase Charlie arrancou depois das fases Bravo e Alfa, consideradas bastante positivas. A área ardida e o número de ignições foram os mais baixos da última década.

No distrito de Vila Real o número de ocorrências também foi baixo tendo-se registado desde o início do ano 128 focos de incêndio. Um número bastante mais baixo comparativamente ao ano anterior que no mesmo período registou mais de 900 ocorrências. O ano de 2015 foi considerado atípico no que diz respeito ao número de incêndios, mas ao verificar os números de 2014 o número de ocorrências no período homólogo é também superior ao deste ano, 338 ocorrências.

O dispositivo é semelhante ao do ano passado e vai estar no terreno até 30 de Setembro.

O Comandante dos Bombeiros da Cruz Verde de Vila Real confirmou ao Notícias de Vila Real que 2016 está a ser um ano muito tranquilo. “Felizmente tem sido um ano muito calmo, mas já era previsível tendo em conta que tivemos um Inverno muito chuvoso e húmido”. A preocupação de Miguel Fonseca é o período que se avizinha porque há muita matéria combustível nas florestas, com cada vez menos “humidade relativa”. Por isso nestes dias de altas temperaturas a “preocupação aumenta”, refere.

Quando os incêndios são de mão criminosa “pouco há a fazer” de qualquer forma o Comandante ressalva o trabalho que têm sido realizado pelas autoridades que gradualmente tem conseguido dominar grande parte dessas situações “intencionais”.

Mas no que toca aos comportamentos de risco Miguel Fonseca apela para que as pessoas “tenham cuidado e não coloquem em risco as populações e as nossas florestas”.

O dispositivo disponível é muito semelhante ao do ano passado “e está preparado”, afirmou.

No distrito de Vila o dispositivo é formado por 41 equipas de Combate a Incêndios correspondente a 205 homens e 8 auto-tanques de grande capacidade. Há ainda a contabilizar 6 meios aéreos, 3 helicópteros com brigada aero-transportada e 3 aviões que estão estacionados em Vila Real, Vidago e Vila Pouca de Aguiar.

O Comandante assegura que o dispositivo tem sido suficiente, mas relembra que as equipas têm vindo a diminuir de ano para ano por falta do número de efectivos nas corporações. A perda de efectivos é preocupante, mas “a experiência acumulada que esses efectivos levam” também é, declarou. “Temos perdido operacionais com muita experiência e no topo da carreira e que fazem muita falta nesta altura. Para da experiência são eles que ensinam os mais novos dando garantias de segurança”.

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