Achado arqueológico romano em Montalegre

1994

Uma equipa de arqueólogos, chefiada pela barrosã Carla Cascais, acredita que estamos perante um achado arqueológico romano na aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre. Os indícios, descritos ao longo do tempo pelo povo, despertaram uma curiosidade agora confirmada. O próximo passo, garante a autarquia, é estudar o melhor caminho que preserve este «documento expressivo da história do concelho».

Um terreno particular agrícola da aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre, escondia até há poucos dias um conjunto de vestígios romanos. O povo há muito que dizia que no lugar da “horta do padre” havia mais que terra. De quando em vez, apareciam telhas diferentes.

A Câmara de Montalegre contratou uma equipa de arqueólogos, liderada por Carla Cascais, para tirar a poeira à dúvida. Bastou um primeiro contacto, confessa a arqueóloga: «não me surpreendeu o que encontrei, porque na primeira vez vi logo que havia aqui alguma coisa que indiciava vestígios. Agora concluímos que é verdade. O próprio caminho que está junto do terreno indicia ligações com outros sítios similares, ou até maiores, como é exemplo o castro de Frades».

A cronologia arqueológica aponta para o tempo romano. Aparecem estruturas, alguns pisos e muros.

O autarca está determinado a não deixar morrer este dossier. Para já, o caminho pode ir parar a várias portas. Importa, explica Orlando Alves, é pensar em conjunto e tomar a melhor decisão: «a partir de agora, teremos de pensar em conjunto, com os técnicos que aqui estão, no sentido de ver quais serão os passos que devemos seguir, tutelados ou não pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico), com a colaboração que queiram ter, ou que sejam eles a querer levar este assunto para a frente».

 

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