A Aposta no Conhecimento e Formação Superior

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Nas próximas semanas, os jovens que pretendem ingressar no ensino superior e as suas famílias defrontam-se com a escolha do curso que devem frequentar. Os indicadores de empregabilidade revelam claramente que os diplomados pelas Universidades têm maior facilidade de inserção do mercado de trabalho, o que comprova que a frequência universitária é uma boa aposta dos jovens. Na verdade, a qualidade da instituição e a inserção no mercado de trabalho são claramente fatores que determinam esta escolha.

A UTAD tem vindo a apostar em ofertas formativas com procura pelo mercado de trabalho, quer seja em consórcio com as Universidades do Norte, quer nas formações que marcam a sua matriz identitária.

No próximo ano, a UTAD oferece dois cursos em colaboração com as Universidades do consórcio UNorte.pt, as Universidades do Porto e do Minho, casos da Engenharia e Gestão Industrial em consórcio com o Minho e da Bioengenharia em consórcio com o Porto.

No caso do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, os estudantes iniciam a sua formação na UTAD nos dois primeiros anos e transitam, automaticamente, para o 3º ano na Universidade do Minho, responsável pelo respetivo diploma. É um curso com elevada procura, atendendo à elevada empregabilidade e estreita ligação com as novas realidades do mundo laboral e industrial.

Em simultâneo, a UTAD tem vindo a apostar na capacitação e qualificação dos cursos ligados ao sector agroalimentar, os quais têm vindo a registar um crescente aumento de procura, devido à forte ligação com o mercado de trabalho. Neste domínio, a UTAD viu recentemente aprovadas diversas candidaturas no âmbito do Portugal 2020, cujos valores ascendem a doze milhões de euros.

É consensual que a agenda do conhecimento e da inovação tem vindo a ser ampliada ao sector agrário. A mudança para uma economia mais intensiva em conhecimento e a desejável melhoria em termos de qualificações, exigem novas dinâmicas de I&D no sector agrário. Deve envolver programas de investigação e formação avançada focalizados nas fileiras estratégicas em áreas ligadas aos recursos endógenos do território.

Se olharmos para as projeções sobre o mercado de trabalho na União Europeia até 2025 promovidas pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Vocacional, divulgadas pela comunicação social no início do ano, revelam que 26% das oportunidades de emprego em Portugal se centram no sector agrário. Este cenário comprova a importância crescente que algumas fileiras estratégicas em áreas ligadas aos recursos endógenos do território têm vindo a assumir na economia com vantagens no emprego, casos da floresta, da fileira animal, do vinho e da vinha, bem como de áreas complementares como o turismo, as ciências alimentares, as ciências e tecnologias de informação e comunicação, as ciências do ambiente entre outras áreas de interface.

Os resultados que Portugal tem vindo a mostrar nos últimos anos neste sector, comprovam a necessidade de continuar a apostar no plano da qualificação. Relembro que em termos de valor, Portugal ultrapassou os 80% de autossuficiência alimentar, o que sugere que o equilíbrio agroalimentar em 2020 é uma meta claramente possível!

O aumento das exportações e a diminuição das importações registado nos últimos anos sugerem que há mais produção, mais gente a trabalhar, a inovar e a acrescentar valor. Estes resultados devem-se ao aparecimento de uma nova classe dinâmica e empreendedora, com competências e formação superior, de dimensão internacional, que tem apostado na qualidade, na diferenciação e em práticas de sustentabilidade ambiental.

 

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